Jovens brasileiros lideram consumo de música clássica no mundo, aponta estudo global do Candlelight®

Segundo o estudo, mais da metade dos brasileiros já foram a um concerto de música clássica ao menos uma vez na vida e, a grande maioria dos jovens foram no último ano; 75% dos brasileiros afirmam estar envolvidos com a música clássica

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Brasil, 16 de março de 2026 — Como o público se relaciona com a música clássica atualmente? Essa é a pergunta central do Classical Pulse 2026: Perspectivas sobre o Consumo da Música Clássica, o primeiro relatório global elaborado pelo Candlelight®, a série de concertos apresentada pela Fever, que analisa os hábitos de mais de 8.000 pessoas em 10 países.

Entre os brasileiros que já foram a um concerto de música clássica alguma vez na vida, 96% dos jovens (Geração Z e Millennials) afirmam ter comparecido a pelo menos uma apresentação no último ano — muitos deles mais de uma vez. O índice coloca o país entre os públicos mais ativos internacionalmente.

Realizado de forma independente*, o estudo analisa o que motiva o público a se interessar pela música clássica, quais obstáculos enfrenta e como essas experiências podem se adaptar para responder melhor às suas expectativas.

Brasil: alto engajamento e forte conexão com o gênero 

Entre todos os países pesquisados, o Brasil se destaca como uma das audiências mais envolvidas com música clássica: além de apresentar um alto nível de participação em cada uma das gerações pesquisadas, cerca de 75% dos respondentes afirmam ter algum tipo de conexão com o universo do gênero – seja como músicos amadores, estudantes, educadores, profissionais ou por conhecer alguém que pratique. 

Depois da Austrália, o Brasil ocupa a segunda posição em “seguidores dedicados” (aqueles que acompanham de perto apresentações e artistas), representando 15% dentre os interessados em música clássica no país.

Outro dado que chama a atenção é a forma como o público descobre concertos. Brasil e México são os únicos países onde as redes sociais superam o boca a boca como principal canal de descoberta. Mesmo entre gerações mais velhas nestes dois países, o digital aparece como ferramenta relevante, combinado a meios tradicionais como rádio, TV e recomendações pessoais.

No Brasil, o problema não é interesse — é acesso

Se globalmente a principal razão para não ir a concertos é a falta de interesse, no Brasil o obstáculo é outro: acessibilidade.

Entre os brasileiros que nunca assistiram a uma apresentação de música clássica:

  • 42% apontam a ausência de concertos perto de onde vivem;
  • 24% mencionam o alto custo dos ingressos;
  • 18% dizem não saber o suficiente sobre o gênero.

Os dados indicam que há demanda latente — mas ainda existem barreiras estruturais e geográficas a serem superadas.

Experiência, mistura de gêneros e formatos imersivos impulsionam interesse

O estudo também mostra que a música clássica vem sendo ressignificada, especialmente entre os mais jovens.

No Brasil:

  • 30% demonstram maior interesse por concertos que reinterpretam ou mesclam gêneros musicais;
  • 29% preferem apresentações enriquecidas com efeitos visuais;
  • 19% se interessam por locais não convencionais, como museus, hotéis ou espaços históricos.

O Brasil também figura entre os países mais receptivos a formatos interativos, sinalizando uma mudança no modo como o público deseja consumir cultura: menos formal, mais imersivo e social. 

“O que vemos no Brasil é uma reconfiguração da música clássica como experiência cultural e social”, afirma Dennys Araújo, líder de equipe da Fever para os concertos Candlelight® no Brasil. “Os dados mostram que, diferente de outros países, os jovens brasileiros estão fortemente envolvidos com o gênero. O principal desafio aqui não é despertar interesse, mas ampliar o acesso e adaptar a experiência para atrair novos públicos.”

O levantamento do Candlelight® aponta que a música clássica hoje é impulsionada por um público mais jovem e digital; fortalecida por conexões pessoais e sociais; desafiada por barreiras de acesso e custo; e cada vez mais redefinida por formatos imersivos e espaços não convencionais. Para o executivo da Fever no Brasil, “o futuro da música clássica não será apenas ouvir, mas vivenciar, conectando-se com mais pessoas e de mais formas do que nunca”.

*Esta pesquisa foi realizada online pela Dynata com 8.000 adultos (800 em cada um dos dez países). As amostras foram equilibradas por gênero, idade e região para refletir as populações nacionais.

Baixe o relatório Classical Pulse 2026 e descubra mais sobre esses resultados aqui.

Descubra mais informações e imagens do Candlelight® aqui.

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